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    Editorial da revista AMF N° 47

    Passam os homens, fica a Instituição!
    Durante os seis anos de minha gestão como Presidente da AMF, tive a oportunidade de algumas vezes afirmar a familiares, amigos e  pacientes, que estava presidente desta casa. Foi uma forma que procurei encarar a minha passagem no comando desta “nave”. Mais um dos aprendizados que tive com outros presidentes e dirigentes mais antigos do que eu. O poder é, e deve ser, passageiro e aqueles que se apoderam deste comando como se deles fossem, perdem o “bonde da história”. Parece óbvio, mas não é... Basta fazer uma pesquisa em todos os níveis de poder, para constatar que grandes administradores se perderam quando não souberam passar o bastão a outro, que desse  continuidade ao processo democrático. Repito que ter esta consciência, não é simples. Por vários motivos fáceis de enumerar: 1. no decorrer dos  nove  anos que participei de outras diretorias, somados aos seis anos das duas gestões como presidente, criei um sentimento de posse pela AMF, quase como se fosse a minha casa. Não me lembro, exceto quando estou viajando, de uma semana que eu não tenha ido ao menos uma vez à secretaria. Com todo esse vínculo, não há como não ter aquela preocupação de como será o futuro da instituição. O que será da AMF sem mim? É um pensamento inevitável! Óbvio que ela sobreviverá e  continuará crescendo; 2. outro vínculo que nos aflige, é com as pessoas. Os funcionários da AMF, se tornaram quase “meus” funcionários. Sei o quanto são boas pessoas, o quanto são competentes e o quanto “vestem a camisa” da Casa do Médico. Também é inevitável, me preocupar com o futuro deles. Tenho certeza que qualquer um dos novos diretores valorizará o trabalho e a dedicação deles, mas percebo que uma mudança deste porte sempre acarreta uma certa insegurança; 3. os convites para representar a entidade são inúmeros. Alguns, são para eventos agradáveis, outros nem tanto. Sempre tive a certeza que esta é uma das importantes funções de um presidente. Representar a instituição, se fazendo presente a tudo que for humanamente possível. Se por um lado é cansativo, não há como negar que não ser mais convidado deve causar um incômodo a quem por tanto tempo se habituou a esses eventos. Dizem por aí que o hábito do cachimbo faz a boca torta... Rapidamente enumerei aqui alguns motivos que inconscientemente prendem um dirigente ao seu cargo e, quando não há uma forma estatutária que impeça, podem transformá-lo num verdadeiro ditador. Entretanto venho me preparando, como já disse, para esse momento de transição em nossas vidas ( minha e da AMF ) e sinto-me feliz e aliviado com a situação de estabilidade financeira que deixo para os meus sucessores. Aprovadas as contas pelo Conselho Fiscal, com a ratificação pelo Conselho Deliberativo, além de muitos comentários elogiosos pela forma que estas contas tem sido demonstradas pela equipe da Terra Contabilidade, que nos tem prestado assistência há vários anos.
    E a edição 47 da nossa Revista AMF, como sempre imperdível, mostra um resumo do que foi a Gestão 2008-2011 desta diretoria que ora entrega o bastão. Apresenta, de forma concisa, as atividades desenvolvidas neste período, que possibilitaram obter a estabilidade financeira, principalmente através das revisões dos contratos de aluguéis dos nossos espaços. Mostra também os eventos científicos, culturais, esportivos e as sempre concorridas festividades. Também importante destacar a participação no movimento por elevação dos honorários médicos e melhorias nas condições de trabalho para a classe em conjunto com as outras entidades médicas.
    Aproveito este momento para me despedir dos leitores da nossa revista e me desculpar pelos editoriais pouco inspirados de um médico apenas esforçado como escritor. Agradeço imensamente a todos que contribuíram de forma tão sublime para a formatação e viabilização de cada exemplar da Revista AMF. Tenho orgulho de cada número, sem exceção! Aos editores da LL Divulgação, aos componentes do Conselho Editorial, aos colaboradores ( colunistas ) de todas as edições e àqueles que colaboraram ocasionalmente com artigos científicos e de opinião. Finalmente aos anunciantes, que acreditaram na nossa causa e associaram as suas tão valiosas marcas ao nome da AMF. Espero sinceramente que tenhamos contribuído para engrandecer as suas empresas, tanto quanto sentimo-nos honrados pela presença de todos ao nosso lado nesta empreitada. Durante 47 edições estivemos nos esforçando para divulgar os acontecimentos da área médica, sem esquecer a ciência, o lazer e principalmente o associativismo.
    A você, prezado leitor, seja médico ou não, muito obrigado!

    Glauco Barbieri
    Presidente da AMF